6 de Nov de 2009

Onde anda o Sr. Portas, o homem das forças policiais?

O Governo pretende levar `a assembleia a proposta que autoriza os Homossexuais portugueses a casar, se assim o entenderem.
Relembro a estes cidadãos, as palavras de D. José Policarpo sobre o casamento com muçulmanos. E as da minha tia, que defende que o marisco nos casamentos não é fiável. Eu acho que a congestão se aplica mais ao champanhe... De qualquer forma evitem o financiamento bancário, façam vaquinhas com os convidados.
Queria aproveitar a oportunidade, para agradecer a alguns colegas e conhecidos, sem os quais, não teria tido conhecimento, de tão importante informação.
O País continua a crescer, no alcance rápido da filosofia da Saphou.

O Joe da minha rua

Andava o Joe à deriva, nas ruas amargas da história, sem calo para enfrentar vida, sem vida que lhe desse memoria. Sempre em frente e destemido, no Pingo Doce à aventura, estendia a mão por 50 cêntimos, experimentava leves falas de ternura. Joe renegava a vítima que dentro si existia, enfadado, podre e trémulo, oferecia alegria.
Morreu o Joe numa tarde, dessas chuvosas e encoberta, sem dar grande alarme, encostado à torre do relogio da hora certa. Deu-lhe a bênção o senhor padre, lamentou-lhe a loucura. Joe já morto e arrastado, a pé pelo adro, da morte desertou. Anda por aí há dias, no seu porte moribundo, Joe é aquela minúscula vitima, que inala em simultâneo, todos os vapores do mundo.

Your life in a plastic box

No mundo moderno a nossa vida não é mais do que uma empresa e todas as correspondências, actos, decisões devem estar devidamente balançados, registados e arquivados cronologicamente de forma acessível. As decisões devem ser tomadas em função disso. Os Barbies que escreviam diários nos anos 80 e 90 estavam muito à frente, perceberam isso com antecipação.

Eu perdi muito tempo a criticar as bonequinhas do sistema, e só percebi agora, e ainda assim estou na dúvida, não sei se o diário é a informação tratada para apresentar ao exterior, ou se é o espelho das correcções que fazemos à memória da realidade, que transmite internamente e de forma sigilosa, os efectivos saldos de recursos e obrigações a curto prazo.

E sem saber isso, como é que vou organizar este escritório? Alem de que os recursos humanos não têm formação adequada, digo:
- Cérebro regista, amanha vais pôr isto em ordem – Ao que ele responde
– Registo? Eu memorizo!
E claro está, que amanha se não lhe telefonar, se não lhe enviar um fax, um email, esquece e depois argumenta:
- Ah pois, eu sei, eu memorizei, mas não tive tempo.

Balela, se tudo estivesse registado, nada disso acontecia. Rigor meus caros, rigor. É necessário ter informação registada para não confundir as experiências e só analisando esses registos, pode abandonar definitivamente esse cargo chato de secretariado do seu destino, e passar a ser o seu próprio investidor, o seu maior accionista. E se assim for, hoje é o seu dia. Parabéns.

5 de Nov de 2009

Inverno

- Oh Privada são as correcções financeiras estúpido, tu já não sabes nada disso, tu estás vazio, meu, esqueceste toda a matéria - e ouvia-lhe o riso.
- Mas sei, claro que sei, deixa-me ver, dá-me um minuto que já me lembro - começava eu a fazer contas , a rever e a gaguejar, sem conseguir articular expressão coerente.
- Não sabes, já não sabes, tu não sabes!
- Mas que raio de merda é esta, já consigo debater com um sonho, como é que é possível esta percepção, será que finalmente consegui a viagem, e que merda de apito é este, que não se cala, e parece que chove. Só podem ser sinais do Universo, Privada conseguiste, estás do outro lado, fixa todas as dicas Privada, fixa-te pá, que maximo, finalmente...
- Oh Privada, isto não te é familiar?
- É, parece o meu carro, onde é que deixei o carro ontem, parece mesmo o meu carro... Ei, é mesmo o meu carro? Outra vez? Merda para o carro! Foda-se!
De um salto levanto-me, vejo-me no espelho, olhos vermelhos, a saltar das órbitas, cara inchada, acordar-me a esta hora, penso, chove contra a janela, um senhor de escuro já se afasta, o carro apita, apita, acende e apaga luzes. Desligo-o, volto a ligar. Acendo um cigarro, a luz, apago os dois, volto para a cama, e não adormeço de imediato.

4 de Nov de 2009

A Vida em Abranhos

O leitor deve estar cismado sobre esta pausa no A Vida em Abranhos e o porque de tantas paginas em branco, que permitiram o avanço da historia até ao seu final, pois bem, no outro dia, enquanto esperava que me atendessem fui redigindo ideias numa folha, ideias supremas. Mas de repente tive que me servir do WC , acabando por me esquecer delas no autoclismo. Tentei recupera-las, mas entretanto alguém se tinha servido da historia para limpar o barro do lavatório. É, o barro do lavatório, estavam molhadas e elegíveis dentro daquele balde preto.
Desconfiei do individuo do contencioso, o tal que me disse, que não importava o teor da minha reclamação, mas sim os factos e esses tinham que ser resolvidos com a senha 3. Ora se o posto dele era o 5 e não havia fila de espera , só pode ter ido limpar o barro do lavatório, os outros também tinham um ar argiloso, mas estavam demasiado entretidos com os telefones e computadores. Foi ele , tanto é, que quando voltei para lhe entregar os factos já tratados, ele estava comprometido e até me disse : - Então vai pagar? Tudo?!
Assim, com um ar de quem reconhece em mim, um grande contador de historias.

Que raio de moca, arghhhhh doi-me a tola!

O amor é o sentido dos cinco sentidos que temos, é com o amor que tocamos, cheiramos, saboreamos, ouvimos e vemos. Nome estranho este que confunde tanta gente, que atribui ao amor um sentido que não sente.

O Amor não se manifesta assolapado, é apenas o resultado de estar vivo e prosseguir. O Amor não se conjuga, ninguém ama ninguém, o Amor é o sentido que os nossos sentidos pressentem em alguém, o Amor não é um verbo, nem um adjectivo, o Amor é o reflexo de tudo o que em nós faz sentido.

O Amor é reservado, independente e individual, é a perspectiva humana, o reflexo do seu entendimento e a base sólida da moral. O Amor não subsiste, se em ti não houverem sentidos que se detenham e observem o que de facto existe.
E chegados a esta conclusão, também não podemos aferir, se ainda assim, o amor é o sentido que tudo faz sentir. As nuvens, a chuva, a estrela, a estrada, a casa, o carro, a poluição, Amor é o efeito da tua própria percepção.

O Amor só o acaba a morte, convêm supor assim, o amor é o efeito, que todas as coisas do mundo têm em mim. Uah brutal pá, brutal!

Que foi, quê, então não posso é? O Saramago tambem se auto-elogia e voces não se manifestam, quê, primário o quê, sem conteúdo o quê, tá bem brutal para as minhas capacidades sobre o tema, seus invejosos...


come back later next week, cause you see , I'm on losing streak

3 de Nov de 2009

Grande Entrevista Sec XXII com o nosso convidado especial Deus Fernando*

Veja que, iniciamos com a mentalização através do preto e branco, eram pequenas emissões de caracterização: as pessoas sentavam-se, assistiam e nós analisávamos os efeitos. Fomos pogredindo, juntamos cor, som, efeitos. Chegamos tão longe que foi possível, em poucas décadas faze-los mudar de opinião como quem muda de roupa.

Uma vez ainda no inicio, encenamos uma cena em que eles nos visitavam, mas o nosso planeta estava vazio, sem nada nem ninguém, foi mirabolante.
Na minha opinião pessoal, a experiencia mais interessante foi a desenvolvida de 85/95 . Aquele grupo de pessoas acreditou na mensagem difundida, dispersou-se, enfim, e repare que a mensagem era uma serie de non sense, descabida, coisas ridículas, mas com resultados fortíssimos.

Alias, a profundidade com que eles reagiram criou um problema para o novo século, a que era necessário responder. Desenvolvemos e bem, a internet, um remake de informação , ou seja, tudo o que aprenderam até ali, estava dentro de um monitor, o percursor desta ideia foi Akasua.
Mantivemos ainda assim e durante mais algum tempo a TV como pilar básico, porque os tempos de reacção eram diferentes. Não era possível que todos tivessem os mesmos meios, foi difícil que cada um deles tivesse uma televisão e mais tarde um computador, tudo isto era super interessante.

A partir daí, inicio do Sex XXI, a evolução passou a ser entendida como a tecnologia, repare que se esqueceram rapidamente que o progresso era a higiene, a saúde, o respeito... Mas o melhor dessa fase, foi esquecerem a natureza, é que já pouco nos restava do cenario e isso sim era um investimento brutal, podiamos na altura ter secado tudo e faze-los reagir nessas novas condições, mas a ideia foi chumbada, creio que por Venus e Jupiter, eram um custo enorme, e o resultado da experiencia seria certamente o seu fim.

Por isso Fatima, resolvemos confronta-los com aquilo a que chamávamos Africa, que mais não era, do que aquilo que eles, de uma maneira geral tinham sido há 30 anos atrás, ou seja no inicio da experiencia, e nem assim eles se lembravam. África não tinha televisão, o que poderia ser um sinal, então mentalizávamo-los que África teria que ser tecnológica, para ser como eles, mas África era a imagem recolhidas deles próprios há uns anos atrás, não existia, e eles não se reconheciam no seu passado. Na sua anterior imagem. Hilariante, Fátima, hilariante.

Obvio, que enfim, quando todos eles decidiram desligar os aparelhos, a experiencia tremeu. Passaram a estar juntos e a viver com 3 /4 livros, sem meios tecnológicos, vedaram-nos completamente o contacto, obrigando-nos a descer à terra, a ter um contacto directo e efectivamente agora estamos divididos.

Se há quem ainda apoie e se interesse pela continuidade da experiencia, há um numero cada vez maior de pessoas que acha, que devemos revelar a verdade e permitir a integração destes seres na nossa comunidade.
Haverá que estudar muito bem, tudo isto, mas creio que sim, que efectivamente não haverá solução se não a de revelar a verdade. Podiamos experimentar reacções antecipadamente, mandando Messias, novos aparelhos, espectáculos, livros proibidos, mas com calma, tudo isto terá que ser feito com tranquilidade. Veremos.

31 de Out de 2009

Mapa

Ora bem, agora que cheguei a esta idade, sinto-me na obrigação de traçar um mapa dos caminhos percorridos, como quem descobre a Índia ou o Paquistão.
O ponto inicial será portanto, o local do meu nascimento, mas há percursos anteriores que resultaram nessa chegada ao ponto de partida. Mas já não são os meus percursos, embora tema que o mapa acabe por se fechar nesse local. Se não há nada num mapa depois do fim, haverá sempre antes do inicio, ou não?
Posso resolver a questão assinalando nesse ponto um Adamastor, mas um Adamastor a segurar o meu nascimento, seria terrível.

Talvez deva começar o mapa do ponto onde decidi inicia-lo, hoje. Marco a minha posição e traço os caminhos em recuo; ou então vou traçando daqui para a frente, contando que com o passar dos anos chegue exactamente ao dia de hoje que representa, sendo aceite, o dia da minha partida.

Nesse mapa terei que assinalar percursos alternativos, cruzamentos, pontos de referencia? Ou traço como uma recta a estrada principal, daqui ate aqui, e assinalo o tempo? Mas de que serve o mapa só com rectas, poderei dar por mim em quelhas que de repente terminam na recta principal e estarei andar para trás novamente.

E traço o mapa sobre sentimentos, lugares, pessoas? Um mapa é a indicação de um caminho, nesse caso estúpido, terás que o traçar sobre entidades: família, estabelecimentos de ensino, trabalho, hospitais... Exactamente e as quelhas derivam em casas de amigos, bares...

Sim, é isso, podes construir os dois em simultâneo, o do passado e o do presente. Não, só poderei fazer isso se os dois percursos forem coincidentes, avanço um passo e lembro-me de um passo anterior, não resultaria.

Bem, melhor é pensares com mais elevo, o projecto que aqui tens é primário, e como sempre pensas começar pelo meio, dividir-te em dois, não há dois caminhos, estúpido, há o que percorreste e o que vem a seguir.

Vai dormir, hoje madrugaste e isso, já sabes que te faz mal.

Bem tento dormir, mas não durmo se tenho uma ideia, realmente é cedo hoje, mas levantei-me porque tinha uma tarefa a cumprir - encomendar flores para levar ao cemitério - talvez tenha sido por isso que me lembrei do mapa.

Não quero ir ao cemitério, será que devo traçar esses pequenos percursos onde vou por obrigação? Bem, não podes ser cego, para te animares pensa, que esses pequenos percursos fazem parte do caminho, lembra-te, para chegares de cidade a cidade, tens que passar em aldeias e vales desertos, talvez seja ate nesses pequenos lugares vazios que te sintas, nos cheios sentes emoções de todos os lados, e poucas são verdadeiramente tuas.

Não me venhas com filosofias, estou farto das filosofias.

Mas repara, naquilo que falávamos no inicio. Hoje tens que levar flores a dois sítios, vês o mapa , tem que ser de facto construído para a frente e simultâneamente para trás, levas flores ao passado, mas dás mais um passo no futuro.

No presente, qual futuro, hoje é presente, essas tarefas são para hoje. Certo, mas cumprindo-as hoje, amanha é outro dia. Sei la , será ou não, essa da Scarlett é demasiado memoriosa, já te disse, evita a memoria, não vês como a nossa juventude se arruinou por ter decorado o teor dos exames?

Chega, por hoje chega, pousa o teclado, tens coisas a fazer. O mapa, podes começar o mapa.

30 de Out de 2009

A historia

19 de Out de 2009

Disto e Daquilo

Meus caros amigos

Esqueci-me de informar que estou na casa de umas amiga do Porto, aqui.

Há contos à sexta feira, daqueles medonhos, estreloucados e sem sentido, e há mais coisas.
Ate sempre

26 de Jun de 2009

Medo

Foi uma estrela da nossa geração, sim amigos, com tudo o que a nossa geração tem para dar. Passou todas as etapas como qualquer artista que se preze. Do apogeu, à queda e o remate com a morte imprevista na hora ideal. Gostar da sua musica ? Mais o menos. Gostava da arte que fazia de si próprio. Doí-me o peito sim, estou triste. Viveu ate demais, quando o Homem se transcende a sua duração terá que ser sempre curta. Foi como se sentisse a partida, mudei o canal e vi e não acreditava, segui até de madrugada, quase à espera de um desmentido que sabia não podia acontecer, notava-se que já tinha partido, o mundo dava alerta disso, como dá sempre que se finam homens sobredotados, alguns mortos há mais de 2000 mil anos, cada um na sua arte. Estou triste. Muito triste. Várias estrelas se apagam antes da verdadeira queda e a da nossa geração está próxima. Não sei que podemos fazer, mas eis que se aproxima a hora de pagarmos todas as nossas excentricidades. A potencia do Homem quando especial é indescritível, quem dera que um em cada dez pudesse nascer assim. O ADN é pouco para o que necessitamos saber sobre o espírito do humano. Tenho medo de não viver ate aí, e passando a linha, medo de não saber regressar para vos poder contar.
It was you and me

25 de Jun de 2009

Deixa cair

- A crise tem coisas boas, novas experiências, mudança de paradigmas. Temos que seguir o rumo.

- Em crise ficas sem informação, limitado, subordinado a um país qualquer, fazem-te uma lavagem cerebral e levam-te para a China! Ficamos todos escravos.

- Fixe, voltamos a transmitir a informação de boca em boca nos campos de concentração, escrevemos livros. Quando essa epoca chegar, já sabes, vamos esconder os nossos DVD culturais num lugar secreto.

- Um escravo nao tem acesso a um leitor de DVD.

- Escondemos-os para a posterioridade. Os nossos DVD´s serão os papiros do futuro.

- Ah ok , eles daqui a 2.000 anos que resolvam o que quiserem com a historia que lhe deixamos. Percebi, tipo Romanos deixa cair que daqui a umas centenas de anos, eles reconstroem. Deitam abaixo e recuperam tudo aquilo que tu não valorizas e achas que pode ser demolido e abandonado...

- Qual Romanos a nossa era será a do conhecimento supremo, a era em que o Homem acreditou que tudo era possível, a era que comprovará à humanidade que do sonho à realidade vai um pequeno passo e a partir daí . ..


- Ei o Michael Jackson morreu
- O quê?!
- Ei, falo a sério
- Não é possível, estás doido
- Vê , ei caramba, morreu mesmo olha , ei
- Fogo, é da nossa era, não acredito, caramba
- Podes guardar o DVD do Triller
- Sim, onde ele demonstrou o seu fascínio pela mutilação, ei caramba
- Fogo, que cena
- É um dia muito triste, já me doí o peito.
- Fuhhhhhhh
- Fogo , é um golpe durissimo para todos nós
- Se calhar não morreu
- Espero bem que não, fogo

16 de Jun de 2009

A vida em Abranhos

De novo em Amarante

- Ai não ser mais do que a sombra duma sombra , por entre tanta sombra igual a mim! Pareces a Florbela pá, fio de água triste... Tens que provar a poesia do surf, da vida, do movimento moderno, apreciar
- E dos vinhos, fomos nós que inventamos o clube dos poetas bêbados dos anos 80
- Na cidade , não foi no interior
- Amarante é uma cidade
- Uma cidade, não tem nada.

- Quero ficar aqui, calma, silencio, desenhar, pintar. Estou farta do Porto, do exibicionismo, da ilusão social, da hipocrisia, das roupas dos shoppings
- Como é possível, és uma jovem
- Se calhar querias que fosse modelo, artista de novelas
- Ele queria que fosses politica, catedrática, freira, qualquer coisa dentro desse limite
- Pois, tenho que arranjar umas meias elástica e uma verruga para a testa
- E uns óculos de sol matrix
- E não me posso rir
- Nem usar decotes
- E sexo, principalmente evitar o sexo, é uma distracção maléfica

- Essa vossa postura é impecável, gostava que me informassem de pintores bonitos, de óculos de sol, e principalmente que tivessem namoradas. Qualquer um, seja em que área for tem de estar focado
- Sim, numa luz brilhante
- Ok dou-te 100 euros se vieres
- Não vou, podes devolver o dinheiro à mãe

9 de Jun de 2009

Avaliações

Pedi ao tipo do pladur para preencher um mapa, com o numero de metros, para que pudesse estudar melhor o preço final. Resposta do individuo:
- Perco horas a fazer isso e depois você vai questionar a minha produtividade, você quer isto feito não é?
No dia seguinte fiz um mapa, era só necessário colocar m , data e hora. Resposta do individuo:
- Mas agora querem-me controlar?! Está insatisfeito com o meu trabalho? Eu nunca fui controlado.
No dia seguinte, Encarregado assume a tarefa de verificar hora de inicio, hora de fim, metros produzidos. Resposta do individuo:
- O quê agora estou a ser avaliado? Por um encarregado? Chamem o engenheiro!
Engenheiro:
- Porque vocês são uns incompetentes! Porque vocês, e nós sabemos muito bem, passam horas ao alto. Porque vocês não se esforçam pela excelência. Quero resultados positivos e mais nada! Nem um passo atrás meus amigos!
No dia seguinte.
- Está a ver senhor engenheiro não pode falar assim com quem não pode despedir. É necessário apontar e avaliar, mas com respeito, sem difamar o profissional, fazendo o controle que nos cabe há muito e do qual não assumimos a culpa. É necessário sim, mas sem provocar um motim. Se o engenheiro não é capaz de concretizar esse duplo objectivo, também tem que ser avaliado. Deixe-me que o analise.

8 de Jun de 2009

Eras o batman , não? O homem de elastico ?

Eu que tantas vezes julguei o povo estupido, fiado nas tascas e nas sondagens;
Eu que tenho sido tão injusto ao não me lembrar que o povo portugues mantem por fora a decisão do não equivoco, mas intimamente reage a isso.

Ai eu que tantas vezes condenei, os meus semelhantes, julgando que não passavam de militantes basicos, abusadores, desrespeitadores e ambicionistas.

Eu tenho que pedir perdão ao povo, ai deus como fico tão feliz por isso.

5 de Jun de 2009

Ruinas

O Bolhão afinal não está minimamente em risco, nem uma pedrinha, nem um metro de reboco caiu ontem, embora todo o edifício vibrasse numa apoteótica ignorância, a que qualquer socialista chamaria de emoção.
Não terá sido antes medo da ASAE, palpita-me que perante a supresa não lhe restava outra coisa se não abraçar bem o Socrates antes que ele pusesses os olhos nas registadoras e nos sacos plasticos para enviar para o contabilista.
Não, estão mesmo convencidos, e nós estamos fodidos, com Bolhão ou sem o tipo vai mesmo ganhar as eleições.

4 de Jun de 2009

Se é para não me penhorarem tbm assumo

Ainda que ninguém me pergunte, inspiro-me na coragem do Dr. Prof. Cavaco Silva para dizer que sim, é verdade desfiz-me das poupanças miseráveis que tinha, há um ano. Poupanças estas que tinha feito pelo telefone. E que defiz pela internet. Ainda assim não consegui pagar os juros ao mistério das finanças, juros relativos a um pagamento por conta de um lucro que sou obrigado a ter e não tive.
Espero agora que não me penhorem tudo, ou venham para aí com insinuações.
Afinal se digo isto é porque não minto. Mas se for preciso pá, vou para a politica, mas fogo não me levem o mazda tem uma junta de colassa quase novinha.
E porque é que estou a publicar esta cena toda de debandada, porque o tolinho do médico, diz que foi um mero acidente vascular, e por mais que eu insista que foi na perna e não nos queixos, ele diz que amanha já posso ir trabalhar. Nem ao menos uma operaçãozinha, Sr. Doutor? Qualquer coisa que me permita descanso, não, nadinha? É mas se eu fosse do Governo aposto que o seu Doutor ate me declarava morto, morto e inocente, não era?
Era.
Blimunda vou fazer o tacho, já te respondo com o enorme sorriso com que te recebi.

Que merda é esta afinal



JG deparou-se com Tór em Matosinhos, a mijar na Praça.

Eu desejoso que estou de novos candidatos julguei que JG estivesse por momentos a ilustrar a corajem do portugues Matosinhense Manuel Vi Tór, tendo como referencia a estatua do Manneken-Pis em Bruxelas. Europa / Bruxelas / Gaijo corajoso que mija na Praça em plena batalha, estão a ver.

JG estava apenas invejoso porque ao que parece Tór tinha a figura do Brad Pit, e prontos foi assim que as coisas se passaram, acho que não tenho culpa, quem é que ia imaginar uma cena desta, que raio tem a ver o Brad Pit com mijar na praça?

Manuel Vi Tôr!


TOR - o Make the peace de Matosinhos

Corria o ano de 2009, na rua os governantes distribuíam folhetins de ironia e critica, a revolução começava a germinar nas mentes do povo humilde e temeroso, os folhetins corriam de mão em mão. Às escondidas colavam-se frases de revolta em cartazes nos jardins e espaços publicos.

O povo estava dividido em classes, os que trabalhavam e os que viviam de misericórdia. Os que trabalhavam começaram a ser chamados para pagar mais impostos, para trabalhar ainda mais, e a fome avançava de mansinho e disfarçada com sandes de fiambre nos lares desta classe.

Não havia separação de poderes. Todos os poderes se enxovalhavam e não se destingia entre charlatões, ladrões e outros hipócritas, dizia o povo, todos com assento no parlamento.

Mas eis que surge TOR o corajoso de Matosinhos, a mijar sobre a avenida. Portugal fez-lhe uma estátua, não se sabe o que fez à revolução.