6 de Nov de 2009
Onde anda o Sr. Portas, o homem das forças policiais?
O Joe da minha rua
Morreu o Joe numa tarde, dessas chuvosas e encoberta, sem dar grande alarme, encostado à torre do relogio da hora certa. Deu-lhe a bênção o senhor padre, lamentou-lhe a loucura. Joe já morto e arrastado, a pé pelo adro, da morte desertou. Anda por aí há dias, no seu porte moribundo, Joe é aquela minúscula vitima, que inala em simultâneo, todos os vapores do mundo.
Your life in a plastic box
Eu perdi muito tempo a criticar as bonequinhas do sistema, e só percebi agora, e ainda assim estou na dúvida, não sei se o diário é a informação tratada para apresentar ao exterior, ou se é o espelho das correcções que fazemos à memória da realidade, que transmite internamente e de forma sigilosa, os efectivos saldos de recursos e obrigações a curto prazo.
E sem saber isso, como é que vou organizar este escritório? Alem de que os recursos humanos não têm formação adequada, digo:
- Cérebro regista, amanha vais pôr isto em ordem – Ao que ele responde
– Registo? Eu memorizo!
E claro está, que amanha se não lhe telefonar, se não lhe enviar um fax, um email, esquece e depois argumenta:
Balela, se tudo estivesse registado, nada disso acontecia. Rigor meus caros, rigor. É necessário ter informação registada para não confundir as experiências e só analisando esses registos, pode abandonar definitivamente esse cargo chato de secretariado do seu destino, e passar a ser o seu próprio investidor, o seu maior accionista. E se assim for, hoje é o seu dia. Parabéns.
5 de Nov de 2009
Inverno
4 de Nov de 2009
A Vida em Abranhos
Que raio de moca, arghhhhh doi-me a tola!
O Amor não se manifesta assolapado, é apenas o resultado de estar vivo e prosseguir. O Amor não se conjuga, ninguém ama ninguém, o Amor é o sentido que os nossos sentidos pressentem em alguém, o Amor não é um verbo, nem um adjectivo, o Amor é o reflexo de tudo o que em nós faz sentido.
O Amor é reservado, independente e individual, é a perspectiva humana, o reflexo do seu entendimento e a base sólida da moral. O Amor não subsiste, se em ti não houverem sentidos que se detenham e observem o que de facto existe.
E chegados a esta conclusão, também não podemos aferir, se ainda assim, o amor é o sentido que tudo faz sentir. As nuvens, a chuva, a estrela, a estrada, a casa, o carro, a poluição, Amor é o efeito da tua própria percepção.
come back later next week, cause you see , I'm on losing streak
3 de Nov de 2009
Grande Entrevista Sec XXII com o nosso convidado especial Deus Fernando*
Uma vez ainda no inicio, encenamos uma cena em que eles nos visitavam, mas o nosso planeta estava vazio, sem nada nem ninguém, foi mirabolante.
Alias, a profundidade com que eles reagiram criou um problema para o novo século, a que era necessário responder. Desenvolvemos e bem, a internet, um remake de informação , ou seja, tudo o que aprenderam até ali, estava dentro de um monitor, o percursor desta ideia foi Akasua.
A partir daí, inicio do Sex XXI, a evolução passou a ser entendida como a tecnologia, repare que se esqueceram rapidamente que o progresso era a higiene, a saúde, o respeito... Mas o melhor dessa fase, foi esquecerem a natureza, é que já pouco nos restava do cenario e isso sim era um investimento brutal, podiamos na altura ter secado tudo e faze-los reagir nessas novas condições, mas a ideia foi chumbada, creio que por Venus e Jupiter, eram um custo enorme, e o resultado da experiencia seria certamente o seu fim.
Por isso Fatima, resolvemos confronta-los com aquilo a que chamávamos Africa, que mais não era, do que aquilo que eles, de uma maneira geral tinham sido há 30 anos atrás, ou seja no inicio da experiencia, e nem assim eles se lembravam. África não tinha televisão, o que poderia ser um sinal, então mentalizávamo-los que África teria que ser tecnológica, para ser como eles, mas África era a imagem recolhidas deles próprios há uns anos atrás, não existia, e eles não se reconheciam no seu passado. Na sua anterior imagem. Hilariante, Fátima, hilariante.
Obvio, que enfim, quando todos eles decidiram desligar os aparelhos, a experiencia tremeu. Passaram a estar juntos e a viver com 3 /4 livros, sem meios tecnológicos, vedaram-nos completamente o contacto, obrigando-nos a descer à terra, a ter um contacto directo e efectivamente agora estamos divididos.
Se há quem ainda apoie e se interesse pela continuidade da experiencia, há um numero cada vez maior de pessoas que acha, que devemos revelar a verdade e permitir a integração destes seres na nossa comunidade.
Haverá que estudar muito bem, tudo isto, mas creio que sim, que efectivamente não haverá solução se não a de revelar a verdade. Podiamos experimentar reacções antecipadamente, mandando Messias, novos aparelhos, espectáculos, livros proibidos, mas com calma, tudo isto terá que ser feito com tranquilidade. Veremos.
31 de Out de 2009
Mapa
Talvez deva começar o mapa do ponto onde decidi inicia-lo, hoje. Marco a minha posição e traço os caminhos em recuo; ou então vou traçando daqui para a frente, contando que com o passar dos anos chegue exactamente ao dia de hoje que representa, sendo aceite, o dia da minha partida.
Nesse mapa terei que assinalar percursos alternativos, cruzamentos, pontos de referencia? Ou traço como uma recta a estrada principal, daqui ate aqui, e assinalo o tempo? Mas de que serve o mapa só com rectas, poderei dar por mim em quelhas que de repente terminam na recta principal e estarei andar para trás novamente.
E traço o mapa sobre sentimentos, lugares, pessoas? Um mapa é a indicação de um caminho, nesse caso estúpido, terás que o traçar sobre entidades: família, estabelecimentos de ensino, trabalho, hospitais... Exactamente e as quelhas derivam em casas de amigos, bares...
Sim, é isso, podes construir os dois em simultâneo, o do passado e o do presente. Não, só poderei fazer isso se os dois percursos forem coincidentes, avanço um passo e lembro-me de um passo anterior, não resultaria.
Bem, melhor é pensares com mais elevo, o projecto que aqui tens é primário, e como sempre pensas começar pelo meio, dividir-te em dois, não há dois caminhos, estúpido, há o que percorreste e o que vem a seguir.
Vai dormir, hoje madrugaste e isso, já sabes que te faz mal.
Bem tento dormir, mas não durmo se tenho uma ideia, realmente é cedo hoje, mas levantei-me porque tinha uma tarefa a cumprir - encomendar flores para levar ao cemitério - talvez tenha sido por isso que me lembrei do mapa.
Não quero ir ao cemitério, será que devo traçar esses pequenos percursos onde vou por obrigação? Bem, não podes ser cego, para te animares pensa, que esses pequenos percursos fazem parte do caminho, lembra-te, para chegares de cidade a cidade, tens que passar em aldeias e vales desertos, talvez seja ate nesses pequenos lugares vazios que te sintas, nos cheios sentes emoções de todos os lados, e poucas são verdadeiramente tuas.
Não me venhas com filosofias, estou farto das filosofias.
Mas repara, naquilo que falávamos no inicio. Hoje tens que levar flores a dois sítios, vês o mapa , tem que ser de facto construído para a frente e simultâneamente para trás, levas flores ao passado, mas dás mais um passo no futuro.
No presente, qual futuro, hoje é presente, essas tarefas são para hoje. Certo, mas cumprindo-as hoje, amanha é outro dia. Sei la , será ou não, essa da Scarlett é demasiado memoriosa, já te disse, evita a memoria, não vês como a nossa juventude se arruinou por ter decorado o teor dos exames?
Chega, por hoje chega, pousa o teclado, tens coisas a fazer. O mapa, podes começar o mapa.
30 de Out de 2009
19 de Out de 2009
Disto e Daquilo
Esqueci-me de informar que estou na casa de umas amiga do Porto, aqui.
Há contos à sexta feira, daqueles medonhos, estreloucados e sem sentido, e há mais coisas.
Ate sempre
26 de Jun de 2009
Medo
25 de Jun de 2009
Deixa cair
16 de Jun de 2009
A vida em Abranhos
- Ai não ser mais do que a sombra duma sombra , por entre tanta sombra igual a mim! Pareces a Florbela pá, fio de água triste... Tens que provar a poesia do surf, da vida, do movimento moderno, apreciar
- E dos vinhos, fomos nós que inventamos o clube dos poetas bêbados dos anos 80
- Na cidade , não foi no interior
- Amarante é uma cidade
- Uma cidade, não tem nada.
- Quero ficar aqui, calma, silencio, desenhar, pintar. Estou farta do Porto, do exibicionismo, da ilusão social, da hipocrisia, das roupas dos shoppings
- Como é possível, és uma jovem
- Ele queria que fosses politica, catedrática, freira, qualquer coisa dentro desse limite
- Pois, tenho que arranjar umas meias elástica e uma verruga para a testa
- E uns óculos de sol matrix
- E não me posso rir
- Nem usar decotes
- E sexo, principalmente evitar o sexo, é uma distracção maléfica
- Essa vossa postura é impecável, gostava que me informassem de pintores bonitos, de óculos de sol, e principalmente que tivessem namoradas. Qualquer um, seja em que área for tem de estar focado
- Ok dou-te 100 euros se vieres
- Não vou, podes devolver o dinheiro à mãe
9 de Jun de 2009
Avaliações
8 de Jun de 2009
Eras o batman , não? O homem de elastico ?
Eu que tenho sido tão injusto ao não me lembrar que o povo portugues mantem por fora a decisão do não equivoco, mas intimamente reage a isso.
Ai eu que tantas vezes condenei, os meus semelhantes, julgando que não passavam de militantes basicos, abusadores, desrespeitadores e ambicionistas.
Eu tenho que pedir perdão ao povo, ai deus como fico tão feliz por isso.
5 de Jun de 2009
Ruinas
4 de Jun de 2009
Se é para não me penhorarem tbm assumo
Que merda é esta afinal

JG deparou-se com Tór em Matosinhos, a mijar na Praça.
Eu desejoso que estou de novos candidatos julguei que JG estivesse por momentos a ilustrar a corajem do portugues Matosinhense Manuel Vi Tór, tendo como referencia a estatua do Manneken-Pis em Bruxelas. Europa / Bruxelas / Gaijo corajoso que mija na Praça em plena batalha, estão a ver.
JG estava apenas invejoso porque ao que parece Tór tinha a figura do Brad Pit, e prontos foi assim que as coisas se passaram, acho que não tenho culpa, quem é que ia imaginar uma cena desta, que raio tem a ver o Brad Pit com mijar na praça?
TOR - o Make the peace de Matosinhos
O povo estava dividido em classes, os que trabalhavam e os que viviam de misericórdia. Os que trabalhavam começaram a ser chamados para pagar mais impostos, para trabalhar ainda mais, e a fome avançava de mansinho e disfarçada com sandes de fiambre nos lares desta classe.
Não havia separação de poderes. Todos os poderes se enxovalhavam e não se destingia entre charlatões, ladrões e outros hipócritas, dizia o povo, todos com assento no parlamento.
Mas eis que surge TOR o corajoso de Matosinhos, a mijar sobre a avenida. Portugal fez-lhe uma estátua, não se sabe o que fez à revolução.
