9 de Fev de 2010

Basta! - Aux armes, citoyens!

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa. gritariainsuportavel

8 de Fev de 2010

...

Ser do Norte é estar reunido com 5 bairristas, entre um gole e boa musica, é ver entrar o Pedro Abrunhosa no programa e preleccionar sobre a presença do músico na assembleia local, as suas posições questionáveis, a sua música, o seu soarismo, os seus eternos e ridículos óculos de sol.

Ser do Norte é 5 bairristas levantarem-se no minuto seguinte, perante a queda do homem, que jaz numa posição humilhante sob as luzes da ribalta e estender a mão ao ecrã. É segurar os copos com força e repreender as crianças no riso. É virar o discurso, acalmar o peito, juntar as mãos no rosto e lamentar a sorte, ali explicita em toda a sua decadência.

Ser do Norte é 5 bairristas à procura do sofá, abatidos, em silêncio a ouvir a música, de cabeça rachada, pesarosa, aturdida no encosto. É em silencio não compreender porque é que agora no Norte se sente tudo tão profundo, mesmo quando não acontece nada.

Privada, um português convicto

- O Pacheco foi dizer ao Privada, que a gaja que o Privada anda a comer, afinal anda tambem com o Gillian Tent.
- Esse Pacheco é muito parvo, com que direito foi ele dizer isso da moça?
- Parece que o Pacheco lhe tirou uma foto com o telemóvel.
- E o Privada viu a foto?
- O Privada, enfim já sabes como é, começou a dizer que aquilo não eram métodos credíveis, e que tais métodos seriam sempre mais foleiros do que qualquer traição que a miúda lhe tivesse feito. E nem quis saber, continua com a miúda.
- Ei a sério? e a gaja continua a cornea-lo?
- Pois, é que o Privada só aceita saber que é corno, quando for a gaja a dizer-lhe directamente, acha que esse é o único método aceitável na sociedade moderna da informação.
- Coitado do Privada, deve gostar da miúda. Vai ficar de rastos...
- Não! Achas que a gaja alguma dia vai admitir?!
- Mas pode vazar
- Pois, coitadinho do Privada se ela vaza por causa dos mexericos, ele farta-se de chorar.
- Há uma solução : Confrontar a tipa com testemunhas, fotos e escutas.
- Uiiiiiiii.... o Privada nunca aceitaria, e se aceitasse ainda dizia que era uma cabala.
- Um robalo.
- Ou isso.

5 de Fev de 2010

O Tio Jorge

O Tio Jorge mudou muito desde aquela fase, em que me acertava cachaços e via o Vasco Granja às gargalhadas. Envelheceu. Ou antes, morreu. E agora não é boa companhia. Visitei-o há dias, depois de o procurar em casa, no jantar combinado, encontrei-o às 2 da manhã, com os braços a fazer capela sobre uma mini, com 2 brasileiras mulatas, que podia jurar serem travestis e uns óculos na cabeça.

Disse-me que – “agora não quero saber de nada, que não seja boas companhias, copos e francesinhas. - Quanto mais pela noite dentro melhor!” Ia dizer-lhe que isso era suicídio, um comportamento altamente condenável, quando me lembrei que todas as profissões tinham o seu Quê de destrutivo, e o Jorge era agora proprietário de um bar de tábuas à beira rio.

O bar estava bem organizado, parecia a taberna do Moe. Virou-se às prateleiras serviu-me um licor beirão.
O velho Jorge enfumiado, ria, riamos, e que mais restava aqueles dois tolos, se não rir, e calados recordar o tempo, em que pela diferença de tamanho, o Jorge me levava a França dentro de um carrinho de mão, uma França situada na ribanceira, para onde o avô varria as folhas das vides.

- O tempo passa Jorge e agora?
- Agora nada. O importante é isso, o nada, o coisa nenhuma, as coisas são prisões. Estou à procura de regressar ao tempo em que não tinha nada.
- Que objectivo é esse?
- O objectivo mais difícil e extraordinário de todos: livrares-te de tudo o que quiseste ter. É como se as coisas fossem lampreias Privada, tu pensas que as mataste e elas colam-se de novo a ti com ventosas. É uma onda difícil, não quero saber da casa, que fiquem com ela, mas ela envergonha-me, olha para mim, estas a perceber?
- A casa olha para ti?
- Fixa-me, mas com um olhar que impinge obrigação, como se não fosse dono dela, mas ela dono de mim.
- Então está viva?
- Todas as coisas que constróis tem os teus genes, um pouco das tuas células, estão vivas e atormentam-te, quantas mais coisa tens, mais vida pões fora de ti.

- Olha lá, estás a tentar fazer-me o que fazias com os filmes do Hitchcock , eu já não tenho 6 anos, pá.
- Até o carro pá, meti-o na garagem, venho e vou a pé, anda a fazer chantagem, ou investes em mim, ou me dás tempo, ou eu paro num lugar deserto contigo ao volante.
- Os carros avariam, precisam de manutenção, mas não falam, não tem vida própria.
- Pois não, tem a tua vida.

- Ficaste xexé, Jorge, não sei como, mas ainda mais xexé do que eras.
- Vai devagar e escuta o teu carro, vais ver ele a falar contigo, sempre a ameaçar-te, quanto tempo mais estiver contigo mais te ameaça. Troca-lo, começa tudo de novo, o namoro, o casamento e a chantagem. Todas as coisas tem vida, tem cuidado com as coisas que queres ter para ti. Se conseguires, não queiras nada.

- Nem um licor beirão, um licor também é uma coisa, queria mais um, mas ate tenho medo que se levante do copo e comece a olhar para mim, todo castanho, arghh. Ou imagina que agora, queria uma francesinha, as salsichas e o bife, todos as olharem para mim, o queijo a desfazer-se a gritar-me morde-me, morde-me.
- Estás a gozar comigo?!
- Não, pá, acho que é vou ter mais cuidado com as coisas que quero comer, imagina leitão, a olhar para mim.

4 de Fev de 2010

Aaah

O Porto estava sentado no sofá, há largos minutos, a chuva miúda e quente escorria-lhe pela face alheada, comum aos que visualizam o tempo em marchas circulantes. Ao fundo, na ponte, as televisões nacionais anunciavam em coro, a aprovação da Red Bull air race em Lisboa, em vários ecrans, de várias dimensões.


E o Porto, como os familiares do morto que jaz no caixão no centro da sala, coberto de flores de ocasião, de olhos perdidos na carga da impotência, acendeu mais um cigarro, que segurou entre os dedos de pontas amarelas, que sustentavam a caneca de leite, e não disse uma única palavra.




Os edifícios, os pavimentos centenários e as janelas mal aprumadas rodavam no céu, dessa cidade, onde o Porto gostava de se sentar pela manhã.

Deliver me from reasons why

Antes de caires na inconsciência
Eu gostaria de ter outro beijo
Outra oportunidade de bem-aventurança
Outro beijo

O tempo em que corrias era tão insano
Vamos encontrar-nos novamente
- diz-me onde está essa tua liberdade

As ruas são campos que nunca morrem
Liberta-me das razões porque preferes chorar,
Eu prefiro voar

Há um milhão de maneiras para gastares o tempo
Quando voltarmos, eu solto uma linha


Tradução Livre - Doors

3 de Fev de 2010

After all, tomorrow is another day

- Que merda de índices são estes, Privada? O que é que tu vais escrever no relatório?
- Que fiquei surpreendido, pá.
- Surpreendido?
- Sim, estive sempre a par da evolução anual da rentabilidade dos capitais próprios, e de facto estou surpreso, pelos índices finais. A autonomia financeira não apresentava qualquer sinal de alarme.
- Surpreendido? Achas que alguém engole essa?
- Ouve Castro, tu és mesmo um ceguinho. Tu não vês que estou ao nivel dos gestores do Banco Portugal? Tu não vês o meu mérito?

- Próximos do estouro e tu reclamas mérito?
- Mérito sim, é lógico, não tenho culpa nenhuma da crise mundial, ou pensas que só porque é mundial, não afecta as micro? Estou surpreendido, mas não baixo os braços, proponho façamos um empréstimo para a alavancagem e iniciemos um grande projecto que nos arranque do marasmo.
- E a rentabilidade dos capitais próprios cobre?! Vais arruinar tudo!
- Oh fogo, tu és mesmo crespo, burro e incompetente. Saí-me da vista, dás azar, fogo, sempre a deitar abaixo, sempre com negativismos. Tu não conheces a Lei da Atracção, pacovio?


...
- E mais a mais, quem é o gestor desta merda, quem é? Cale-se, vá escrever post its. E colar na secretaria, com chiclas, com betume, com o que quiser, mas desampare-me a loja. Seu alucinado. Vá voar sobre um ninho de cucos! Afonsinho. Olha-me este, pagam-te para dares opiniões, é, pagam? pois a mim paga-me para gerir, gerir esta bodega pá, e voces sempre do contra. Voces nunca leram o Segredo, pá. Fogo, é inacreditavel. Por mim voces tinham que tirar licença para falar em publico, para interagir, para dar opiniões. Olha-me este, há cada um, fogo. Passo-me, como é que posso gerir assim?! Não posso, tou rodeado de malucos, é só malucos

29 de Jan de 2010

Luminous mark

Ando ocupado e não tenho dedicado o tempo necessario aos meus companheiros de viagem. Silenciosos, amargurados, vão acendendo luzes com pontos de exclamação. Devalorizo, subo e baixo o travão de mão. E continuo a acelarar.
Tristes, cada vez mais duros na direcção, vão tentando acompanhar-me. Aqui e ali acendendo as luzes vermelhas, humildes, sem nunca reclamarem directamente da minha falta de visão.
Eu sei, pressinto o fim, a magoa, sei que algo está prestes a falhar. Há um tic tac quando páro, que vem das suas engrenagens.
Até ao dia, em que param, e não se reacedem. Deixam-me com as mãos no peito e as lágrimas nos olhos. Morreu? Morreu?
E a constatação é penosa. Morreu porque não tem água, morreu por um simples litro de água. E como me haveria de ocorrer, que a falta de um bem essencial, tão simples, poderia provocar a morte de alguem que me é tão querido?
Mais uma vez, sigo só, a pé, pela minha querida cidade, sombria, de janelas rasgadas aos quadradinhos. A minha cidade de torres de pedra e pisos de madeira centenária.
Essa vai sobreviver-me, tudo o resto morrerá antes de mim, afinal, um homem chega sempre sozinho à meta, não há empates ao rasgar a fita, por isso é que o futebol, com balizas possiveis, não é real, é um mero jogo de homens comuns, verdadeiro desporto é a marcha.
Tenho frio. Tenho saudades e remorsos. Sou um queimador de colassas nato, sou um egoista, nao sei tratar de outra coisa, que não seja o meu interesse imediato, falta-me meio seculo, para poder descobrir, que a vida se faz com o que nos rodeia. Tenho a sensação que será dura essa descoberta, talvez eu pare de repente, pare e alguem diga, morreu? morreu?

Aaaaaah I see friends shaking hands, saying how do you do?
I hear babies crying, I watch them grooooooow
They will learn much more than I will never knoooooow...
and I think to my self wath wonderful woooorld


28 de Jan de 2010

Basta!

Este windows vista não me deixa aceder à entrevista de Belmiro! Pois chega, chega de novas tecnologias. Estou farto que me obrigue a ir ao quiosque. Farto. Vou directamente lá e não perco mais tempo aqui. Esta tasca hoje fecha cedo.

Ao menos parcialmente :-))))

Não que eu ame teus filhos cujo olhar obtuso
Somente vê a própria e repugnante dor,
Cuja mente não sabe, ou quer saber, de nada...

É que, com o seu rugir, as tuas Democracias,
Teus reinos de Terror e grandes Anarquias
Reflectem meus afãs extremos como o mar,
Dando-me Liberdade! - à cólera uma irmã.

Minha alma circunspecta gosta de teus gritos confusos
Só por causa disso: do contrário,
Reis com sangrento açoite ou seus canhões traiçoeiros
Roubavam às nações seus sagrados direitos,
Deixando-me impassível e ainda, ainda assim,
Esses Cristos que morrem sobre as barricadas,
Deus sabe que os apoio ao menos parcialmente.


Oscar Wilde

Tenho sono

Hoje malta vou falar-vos de coisas belas, bonitas, fixes. Não, não, vou falar de mim. Vou falar do Porto, que linda cidade pela manhã, entre as brumas às 7 , Campanhã está coberto de nevoeiro, só o Dragão nos orienta na ponte de cabos de aço, e eu senti-me um marinheiro.

- O D. Sebastião não era marinheiro oh Privada!

- Fogo, não vais começar com as historia das tripas, que cena.

Ah Campanhã, não sabia que Campanhã ficava coberta pelo nevoeiro, certo que em tempos conhecia bem o parque de São Roque, o labirinto e é verdade que já embarquei umas cucas na Praça da Corujeira, foi no tempo em que andava com uma chapa de Mercedes pregada ao peito, e sem mesada, por comportamento destabilizador no seio da família. Sim já fui gerido directamente por um Governo com visão familiar e tiques de facista. Mas resisti, como resistiu Abril.

Axantrei que foi obra, ainda exprimentei um mês num restaurante e não é que fosse mau, o problema é que fui despedido, e alem disso obrigavam-me a guardar as batatas com azeite dos pratos para bolinhos de bacalhau. Ah e ainda exprimentei outro, convencendo o tasqueiro que percebia a rodos de gestão hoteleira, com base nas razões pelas quais, o anterior me tinha despedido. Também fui despedido. Raios. Por uma merda de uns vidros, o gajo disse que era para limpar , não me avisou que podia ficar com rodadas e marcas, demorei uma manha, e aquilo ainda tinha rodadas, alias elas surgiam sempre que passava o jornal. O gajo disse-me:

- Voce é mesmo um engonhado. - E zau , pega no jornal e : - Já está.

- Mas ainda tem rodadas. - Respondi eu.

E o gajo, assim com a maior das normalidades respondeu, que aquilo secava e eu era mesmo burro.
Yeah. E assim se perdeu um grande gestor hoteleiro, para um trolha. A Actividade de trolha está mais ligada com as minhas capacidades naturais, se deixar rodadas na massa, aquilo seca e não saí, tem que se ser perfeito, a chapar massa.

Ah Campanhã, meus queridos amigos, é uma freguesia com gente, digamos que, gente. Ainda não sei o que dizer, mas o nevoeiro tem tudo a ver comigo. Este Porto, este grande Porto não deixa nunca de me surpreender, até tenho medo que um dia acorde e ele tenha caído, esteja morto.
Sou do Porto, um cidadão do Porto.

- Tu devias ser um cidadão do mundo.
- Esse era o Che Guevara, mas não te fintes, que se vier algum dia, a existir, uma luta pela regionalização, sei bem sobreviver ao mato, aos calhaus, serei um bom guerrelheiro.
- Ou uma boa padeira.
- Jesus Cristo tambem era um bom padeiro, o melhor da historia, e tu não te referes a ele. em forma de gozo. Tu na verdade és um maxista!
- Sou, principalmente com os homosexuais, sabias que tambem há maxismo entre lesbicas e homos?
- Desculpa, tu afinal pareces, é o Engenheiro Socrates, eu a falar da historia do mundo, da luta, do Norte e tu a falar de preferencias sexuais. Não tenho sorte nenhuma.
- Ouve lá ó Privada, tu só falas de lutas impossiveis, cenarios ultrapassados. O que é que isso interessa, à Era tecnologica?
- Ah é?! Queres ver como é facil adaptar-me à Era Tecnologica? Hum? Queres?! Serei o Jim!
- O Jim Morison?!
- Oh Fogo, o Jim do Teken, pá. Fim de assunto. Poetas mortos na era tecnologica?!

27 de Jan de 2010

E isto tambem deve ser culpa dos empresários deste país, deve, deve ... é deve...

Estais a ver? Eu não vos disse para apoiarem os empresários, os médicos e os professores e outros, que o mais certo seria chegar a V. vez? Por acaso disse, e só o relembro para que da próxima tenham tento na língua e percebam a tempo, que é da união e da força conjunta que se leva a economia.

Primeiro levaram os negros,
mas não me importei com isso.
Eu não sou negro.


Depois puseram as empresas
a pagar por conta
de um futuro risonho
Depois mandaram a ASAE
cobrar multas
e fecharam os tascos
Depois deixaram de prender ladrões
que passaram a comer em tascos em condições
nao fechados pela ASAE
Que fecharam depois pelos roubos
E depois e depois
E depois vou trabalhar que ainda vou ser despedido

26 de Jan de 2010

Grandes noticias? Viva a oposição! Fogo pensei que ia acabar alcoolico

Não acredito, ligaram-me agora, a sério que o Estado vai saldar as dívidas que as empresas tem para com ele, abatendo nas dívidas, que ele Estado tem para com elas?
Com o IVA que não devolve também? !

Por favor confirmem isto, se assim for, pelo menos por aqui 10 mantêm emprego! E se pagar o resto ainda reforçamos as necessidades de Fundo de Maneio!

Ei, nem sei que diga, andei eu a emborcar Vodka à força toda, o empreiteiro meu colega suicidou-se, o carpinteiro teve um AVC marou, e afinal, afinal, fogooooooo.

Oh pá, tenho que saber isto a pormenor, não quero estar a festejar, mas se houver confirmação, vou já tirar as linhas de vida do andaime, agora até voamos, amigos!
Agora sim, fogo, que já não se podia mais com esse salafrário.


Ei!!!!!

21 de Jan de 2010

Um dia talvez me enterre - diz ele

Um dia vou-me casar e depois desse dia, vou casar-me muitas vezes seguidas, mas só pode ser depois dos quarenta. Por agora estou liso, não tenho guito para tanta festa e roupa de cerimónia, e muito menos tempo para as promover e organizar.

Sabem qual foi a primeira vez em que pensei casar? Quando vi o November Rain. Grande festa, grande sismo, e ainda a noite não tinha caído, ficava viúvo. Era uma ideia tola, é obvio que o meu velhote não financiava uma festa como aquela, mas ainda assim, deitei o barro à parede. Com o meu velhote, uma palavra era uma escritura, e ainda que não tivesse noiva, se ele se comprometesse pagaria a festa quando eu arranja-se uma, e diga-se que nessa altura, tinha uma certa facilidade na matéria, importante era arranjar investidor.
Agarrou-se logo ao peito e perguntou-me se andava na droga. - Uns comprimiditos para a memória, que às notas que tu exiges velhote, isto não é pêra doce - pensei mas não disse.
Hoje equacionei outra vez a possibilidade de casar, depois do Mestre se pôr a dissertar sobre os casamentos guys. Ora se não tem padre, se o juramento pode ser feito com um amigo, daqueles tipo Jesus cabelo comprido, viola, era capaz de alinhar numa cena dessas.

Agora ter que prometer coisas a longo prazo, a Deus, nem num relatório se promete coisas a longo prazo e é um documento para entregar ao Boss, quanto mais um documento para enviar para o céu.

Mas a festa, já é uma cena que curto, a música, os amigos, as danças, o karaoke, as roupas, demais. Fazia uma por ano, se claro está, os guys dinamizassem isto e acabassem com aqueles rigores todos. Um casamento por ano, mas não é tipo bodas, leitores, tipo bodas? havia um casal a fazer bodas de ouro na missa de 7º dia do meu tio, que disparate, até pensei que me tinha enganado, estava lá toda a família, nem perguntei, mas foi esquisito, fiquei sempre na duvida, mas pensando bem nem é disparatado, missa pelos 50 anos de casado, de morto:-=)))))
Deus me perdoe, só mesmo disparates, esta porcaria dos blogues, tem que acabar. Isto não cabe na tola de ninguém.

Pensadores que nunca aprendem




Há boa musica portuguesa, mas tenho que admitir que só o Palma me faz rir à gargalhada, ficar pasmado, cair do escano do Ikea por não apertar os parafusos, trilhar a nádega, quase levar com as tábuas na testa e não despejar uma gota do copo.
Acompanhou-me nesta montagem de novo cenário da peça de teatro, que agora renovei, porque é sempre importante uma banda sonora e deixar de lado o Palma, teria sido traição.
Terminamos no Norte, no soalho com 100 anos, impecavelmente envernizado, onde os moveis escolhem o seu lugar, deslizando para o aconchego da parede que mais lhe convém. Os livros caem da estante, permanentemente inclinada, entre duas guilhotinas velhas e umas claraboias que inventei. Tenho um Santo Antonio cravado na parede.

Lá fora os bandidos, e as crianças, cruzo-me provavelmente com quem me roubou 11 vezes e rio. Já chorei. Atrás uns pombais abandonados, e umas salas de xuto sem utilização. Tangerinas azedas caem no logradouro, alguém grita que tenho que cortar a fiteira, que é uma arvore que julguei chamar-se palmeira. Esqueci-me do cão. Vou busca-lo, o ingrato nao gosta do sitio, quer sair pelo portão grafitado : Xana Porto.

Ao fundo o rio, iluminado, os carros afundam-se no seu perímetro e o Palma diz duas ou tres graçolas, sem graça nenhuma, meio copo. ahhhhhhhh é bem capaz, de ter sido um negocio ruinoso, que importa


Gostava de ser ecologista exótico
Sem perder de vista o meu perfil erótico
Ainda vou ser ilusionista crónico
Mestreeeeeeee da fuga, um mago super sonico

Talvez agora a coisa dê, o passado foi à história - e cá estamos nós outra vez

19 de Jan de 2010

Tony Carreira e Nestum

O Bloguex põem-se com teorias, de que parte da sociedade não gosta de Tony Carreira por capricho, eu diria que por capricho não gostam é de Nestum, porque é bem fixe o Nestum, e então com pouco leite? Tipo um gajo chega a casa às 9 da noite, enche uma malga com Nestum, pouco leite, é impossível que alguém não goste de Nestum.
Já sei que há malta caprichosa, que acha que os festivais de verão são para os drogados, que a opera é para os coninhas, que o teatro é para os gajos impotentes, que a musica clássica é para os cornos e que Tony Carreira é musica para ovelhas. Eu entendo, agora o que de facto não entendo, é um capricho impedir alguém de saborear Nestum, oh pá, aqueles flocos estaladiços, ou então empapados, doces, enchem a pança, um tipo fica ali cheio com quase nada, e imovel, depois ressona. E nem sequer exige dentes, um gajo pode sacar da dentadura, ou com poucos dentes comer Nestum, e ficar satisfeito. Esses caprichos pá, que nos impedem de comer Nestum devem ser combatidos.
Já os caprichos de não gostar de certos tipos de musica, enfim, a musica não é uma coisa para encher, para comer, é para despertar a mente, ensinar qualquer coisa, e enfim um gajo é livre para escolher, agora Nestum, não entendo como é que alguem, sem ser por capricho, pode não gostar de Nestum. Aposto que até as ovelhas gostam de Nestum.

18 de Jan de 2010

Ui ...

Ora, depois do que aconteceu no Haiti, entendemos perfeitamente aquela cena de o TGV transformar Lisboa numa magnifica praia.

15 de Jan de 2010

Hoje estou zangado contigo!

- Estarei sempre contigo, procura-me na tua dimensão.
Para estares comigo, teria de saber onde estás, e nem sei em que campa te enfiei. Lembro-me das viagens, dos risos, das musicas, dos abraços, mas não sei onde te enterrei. Perco-me sempre naquele maldito cemitério. Quando te encontro saúdo-te, claro, mas isto tem sido difícil. E as árvores da serra tem dado problemas.
- Vem jantar comigo, fiz o teu prato preferido. - Não posso, agora não posso. - E agora tu não podes, e eu não posso entender essa tua indisponibilidade, esses passos divergentes, que dizias que não existiam. Não sinto a tua falta, falta de palavras doces? Não, não sinto.
Vou demitir-me. - O teu pai morreu. - Alta cena, um frio no estômago como se abrissem uma brecha, para a corrente de ar. Uma serie de espirros. O teu habitual sair de cena, a meio da peça, certo de saberes o final, o meu aplauso, tu esticado a olhares para mim, bem, foi uma alta performance. Diria que, mais uma jogada de dois mestres. Tive um tontura ou duas, nada de novo, portanto. O fim, aqui o fim , assim? Eh pa afinal isto é mesmo delirante, supremo.
E não te rias, eu tenho medo. Acabei a casa a Allan Poe, ainda não transferi os livros, eles me tem ocupado, quero desta vez , deixa-los livres de cinza, e quero uma garrafeira junto dos melhores. Mas ainda não estou velho, nunca mais envelheço. Sou um desastre, um gestor desastroso. Vou-me demitir. Não sei de que traços era feito o teu rosto, nem sei que traços definem o meu. Mal me consigo lembrar.
Solidão?! Nunca quis saber de solidão, devo estar é bebado, embriagado nesta pertença. Deixa-me rir.
Porque raio passávamos as poucas tardes a ouvir musicas tristes, embalados pelos ombros, como se fosse sempre, desde o inicio um adeus? Nunca tivemos perdas, todos os momentos foram vitorias escassas, mas tristes, nao me digas que não é triste passar o tempo a ecoar melodia, em serões habituais. Desde sempre. que preparaste a tua despedida. Fizeste um festival, a que não posso concorrer.
Um concurso sem prémio, um concurso de riso, um pai não é feito de riso a ecoar na mente, nas noites em que o sonos não vem. As vielas continuam com nevoeiro de manha, vou abandonar esta casa vazia, vou demitir-me, provavelmente estou bêbado, um pai não bebe com o filho, o que é isso?!
Despertar, a minha cara sardenta, nao é a mesma. muitos anos que nao me vejo ao espelho. Vou dormir. Amanha demito-me. Amanha , com certeza amanha estarei apto. Amanha alguém me liga. são 7 da manha e o teu pai morreu. O teu pai morreu, amanha, ou depois, num dia qualquer em que eu tenha dormido bem e possa atender a essa hora tardia, amanha, amanha estarei preparado para continuar. Hoje não, hoje tenho um processo urgente, sou um escravo entendam bem. Hoje não, amanha estarei em forma, esperem por mim , no mesmo local, no mesmo horário. Hoje não, estou cansado. Hoje estou cansado.

14 de Jan de 2010

Telhas 2



Vocês tem razão, mas se usar telhas Montalegre o impacto visual, para quem passa de avião sobre o Porto é outro. E não podemos esquecer os navegadores do google earth . Vejam o caso destes 2 edifícios: um tem telha vermelha natural, a telha do outro tem um tom semelhante ao da telha Montalegre, ora se usássemos telha Montalegre no que tem telhado novo, o quarteirão teria outra uniformidade. Teríamos mais turistas. Porque seria difícil distinguir o que está bom do que está mau.
Tipo Socrates, quer dizer não é bem tipo Socrates, se fosse Socrates púnhamos a telha de há mais de 10 anos atrás e dizíamos que era nova, que a cor era assim parecida com as velhas telhas, porque enfim era nova tonalidade Montalegre, e os jornalistas engoliam. Tipo os apoios à contratação, este Governo sem duvida bate todos. :-))))))))))))) Eu parto a moca a rir. Se o deixamos andar para o ano está a fazer o mesmo anuncio, e com um novo cenário. Eh pá. E depois são os empreiteiros que burlam isto.

Telhas

- Telha Montalegre, pá.

- A sério? E como é?

- Enfumiada e encardida como querias que fosse.

- Ei, que espetaculo parece dos tempos em que não havia chaminés, está boa.

- Como se os tempos sem chaminés fossem assim tão antigos, antigo é o colmo e ainda assim ...