gritariainsuportavel 9 de Fev de 2010
Basta! - Aux armes, citoyens!
gritariainsuportavel 8 de Fev de 2010
...
Ser do Norte é 5 bairristas levantarem-se no minuto seguinte, perante a queda do homem, que jaz numa posição humilhante sob as luzes da ribalta e estender a mão ao ecrã. É segurar os copos com força e repreender as crianças no riso. É virar o discurso, acalmar o peito, juntar as mãos no rosto e lamentar a sorte, ali explicita em toda a sua decadência.
Ser do Norte é 5 bairristas à procura do sofá, abatidos, em silêncio a ouvir a música, de cabeça rachada, pesarosa, aturdida no encosto. É em silencio não compreender porque é que agora no Norte se sente tudo tão profundo, mesmo quando não acontece nada.
Privada, um português convicto
- Esse Pacheco é muito parvo, com que direito foi ele dizer isso da moça?
- Parece que o Pacheco lhe tirou uma foto com o telemóvel.
- E o Privada viu a foto?
- O Privada, enfim já sabes como é, começou a dizer que aquilo não eram métodos credíveis, e que tais métodos seriam sempre mais foleiros do que qualquer traição que a miúda lhe tivesse feito. E nem quis saber, continua com a miúda.
- Ei a sério? e a gaja continua a cornea-lo?
- Pois, é que o Privada só aceita saber que é corno, quando for a gaja a dizer-lhe directamente, acha que esse é o único método aceitável na sociedade moderna da informação.
- Coitado do Privada, deve gostar da miúda. Vai ficar de rastos...
- Não! Achas que a gaja alguma dia vai admitir?!
- Mas pode vazar
- Pois, coitadinho do Privada se ela vaza por causa dos mexericos, ele farta-se de chorar.
5 de Fev de 2010
O Tio Jorge
Disse-me que – “agora não quero saber de nada, que não seja boas companhias, copos e francesinhas. - Quanto mais pela noite dentro melhor!” Ia dizer-lhe que isso era suicídio, um comportamento altamente condenável, quando me lembrei que todas as profissões tinham o seu Quê de destrutivo, e o Jorge era agora proprietário de um bar de tábuas à beira rio.
O bar estava bem organizado, parecia a taberna do Moe. Virou-se às prateleiras serviu-me um licor beirão.
O velho Jorge enfumiado, ria, riamos, e que mais restava aqueles dois tolos, se não rir, e calados recordar o tempo, em que pela diferença de tamanho, o Jorge me levava a França dentro de um carrinho de mão, uma França situada na ribanceira, para onde o avô varria as folhas das vides.
- O tempo passa Jorge e agora?
- Agora nada. O importante é isso, o nada, o coisa nenhuma, as coisas são prisões. Estou à procura de regressar ao tempo em que não tinha nada.
- Que objectivo é esse?
- O objectivo mais difícil e extraordinário de todos: livrares-te de tudo o que quiseste ter. É como se as coisas fossem lampreias Privada, tu pensas que as mataste e elas colam-se de novo a ti com ventosas. É uma onda difícil, não quero saber da casa, que fiquem com ela, mas ela envergonha-me, olha para mim, estas a perceber?
- A casa olha para ti?
- Fixa-me, mas com um olhar que impinge obrigação, como se não fosse dono dela, mas ela dono de mim.
- Então está viva?
- Todas as coisas que constróis tem os teus genes, um pouco das tuas células, estão vivas e atormentam-te, quantas mais coisa tens, mais vida pões fora de ti.
- Olha lá, estás a tentar fazer-me o que fazias com os filmes do Hitchcock , eu já não tenho 6 anos, pá.
- Até o carro pá, meti-o na garagem, venho e vou a pé, anda a fazer chantagem, ou investes em mim, ou me dás tempo, ou eu paro num lugar deserto contigo ao volante.
- Os carros avariam, precisam de manutenção, mas não falam, não tem vida própria.
- Pois não, tem a tua vida.
- Ficaste xexé, Jorge, não sei como, mas ainda mais xexé do que eras.
- Vai devagar e escuta o teu carro, vais ver ele a falar contigo, sempre a ameaçar-te, quanto tempo mais estiver contigo mais te ameaça. Troca-lo, começa tudo de novo, o namoro, o casamento e a chantagem. Todas as coisas tem vida, tem cuidado com as coisas que queres ter para ti. Se conseguires, não queiras nada.
- Nem um licor beirão, um licor também é uma coisa, queria mais um, mas ate tenho medo que se levante do copo e comece a olhar para mim, todo castanho, arghh. Ou imagina que agora, queria uma francesinha, as salsichas e o bife, todos as olharem para mim, o queijo a desfazer-se a gritar-me morde-me, morde-me.
- Estás a gozar comigo?!
- Não, pá, acho que é vou ter mais cuidado com as coisas que quero comer, imagina leitão, a olhar para mim.
4 de Fev de 2010
Aaah
E o Porto, como os familiares do morto que jaz no caixão no centro da sala, coberto de flores de ocasião, de olhos perdidos na carga da impotência, acendeu mais um cigarro, que segurou entre os dedos de pontas amarelas, que sustentavam a caneca de leite, e não disse uma única palavra.
Deliver me from reasons why
Eu gostaria de ter outro beijo
Outra oportunidade de bem-aventurança
Outro beijo
O tempo em que corrias era tão insano
Vamos encontrar-nos novamente
- diz-me onde está essa tua liberdade
As ruas são campos que nunca morrem
Liberta-me das razões porque preferes chorar,
Eu prefiro voar
Há um milhão de maneiras para gastares o tempo
Quando voltarmos, eu solto uma linha
Tradução Livre - Doors
3 de Fev de 2010
After all, tomorrow is another day
- Que fiquei surpreendido, pá.
- Surpreendido?
- Sim, estive sempre a par da evolução anual da rentabilidade dos capitais próprios, e de facto estou surpreso, pelos índices finais. A autonomia financeira não apresentava qualquer sinal de alarme.
- Surpreendido? Achas que alguém engole essa?
- Ouve Castro, tu és mesmo um ceguinho. Tu não vês que estou ao nivel dos gestores do Banco Portugal? Tu não vês o meu mérito?
- Próximos do estouro e tu reclamas mérito?
- Mérito sim, é lógico, não tenho culpa nenhuma da crise mundial, ou pensas que só porque é mundial, não afecta as micro? Estou surpreendido, mas não baixo os braços, proponho façamos um empréstimo para a alavancagem e iniciemos um grande projecto que nos arranque do marasmo.
- E a rentabilidade dos capitais próprios cobre?! Vais arruinar tudo!
- Oh fogo, tu és mesmo crespo, burro e incompetente. Saí-me da vista, dás azar, fogo, sempre a deitar abaixo, sempre com negativismos. Tu não conheces a Lei da Atracção, pacovio?
- E mais a mais, quem é o gestor desta merda, quem é? Cale-se, vá escrever post its. E colar na secretaria, com chiclas, com betume, com o que quiser, mas desampare-me a loja. Seu alucinado. Vá voar sobre um ninho de cucos! Afonsinho. Olha-me este, pagam-te para dares opiniões, é, pagam? pois a mim paga-me para gerir, gerir esta bodega pá, e voces sempre do contra. Voces nunca leram o Segredo, pá. Fogo, é inacreditavel. Por mim voces tinham que tirar licença para falar em publico, para interagir, para dar opiniões. Olha-me este, há cada um, fogo. Passo-me, como é que posso gerir assim?! Não posso, tou rodeado de malucos, é só malucos
29 de Jan de 2010
Luminous mark
Tristes, cada vez mais duros na direcção, vão tentando acompanhar-me. Aqui e ali acendendo as luzes vermelhas, humildes, sem nunca reclamarem directamente da minha falta de visão.
Eu sei, pressinto o fim, a magoa, sei que algo está prestes a falhar. Há um tic tac quando páro, que vem das suas engrenagens.
Até ao dia, em que param, e não se reacedem. Deixam-me com as mãos no peito e as lágrimas nos olhos. Morreu? Morreu?
E a constatação é penosa. Morreu porque não tem água, morreu por um simples litro de água. E como me haveria de ocorrer, que a falta de um bem essencial, tão simples, poderia provocar a morte de alguem que me é tão querido?
Mais uma vez, sigo só, a pé, pela minha querida cidade, sombria, de janelas rasgadas aos quadradinhos. A minha cidade de torres de pedra e pisos de madeira centenária.
Essa vai sobreviver-me, tudo o resto morrerá antes de mim, afinal, um homem chega sempre sozinho à meta, não há empates ao rasgar a fita, por isso é que o futebol, com balizas possiveis, não é real, é um mero jogo de homens comuns, verdadeiro desporto é a marcha.
Tenho frio. Tenho saudades e remorsos. Sou um queimador de colassas nato, sou um egoista, nao sei tratar de outra coisa, que não seja o meu interesse imediato, falta-me meio seculo, para poder descobrir, que a vida se faz com o que nos rodeia. Tenho a sensação que será dura essa descoberta, talvez eu pare de repente, pare e alguem diga, morreu? morreu?
Aaaaaah I see friends shaking hands, saying how do you do?
I hear babies crying, I watch them grooooooow
They will learn much more than I will never knoooooow...
and I think to my self wath wonderful woooorld
28 de Jan de 2010
Basta!
Ao menos parcialmente :-))))
Somente vê a própria e repugnante dor,
Cuja mente não sabe, ou quer saber, de nada...
É que, com o seu rugir, as tuas Democracias,
Teus reinos de Terror e grandes Anarquias
Reflectem meus afãs extremos como o mar,
Dando-me Liberdade! - à cólera uma irmã.
Minha alma circunspecta gosta de teus gritos confusos
Só por causa disso: do contrário,
Reis com sangrento açoite ou seus canhões traiçoeiros
Roubavam às nações seus sagrados direitos,
Deixando-me impassível e ainda, ainda assim,
Esses Cristos que morrem sobre as barricadas,
Deus sabe que os apoio ao menos parcialmente.
Oscar Wilde
Tenho sono
- Tu devias ser um cidadão do mundo.
- Esse era o Che Guevara, mas não te fintes, que se vier algum dia, a existir, uma luta pela regionalização, sei bem sobreviver ao mato, aos calhaus, serei um bom guerrelheiro.
- Ou uma boa padeira.
- Jesus Cristo tambem era um bom padeiro, o melhor da historia, e tu não te referes a ele. em forma de gozo. Tu na verdade és um maxista!
- Sou, principalmente com os homosexuais, sabias que tambem há maxismo entre lesbicas e homos?
- Desculpa, tu afinal pareces, é o Engenheiro Socrates, eu a falar da historia do mundo, da luta, do Norte e tu a falar de preferencias sexuais. Não tenho sorte nenhuma.
- Ouve lá ó Privada, tu só falas de lutas impossiveis, cenarios ultrapassados. O que é que isso interessa, à Era tecnologica?
- Ah é?! Queres ver como é facil adaptar-me à Era Tecnologica? Hum? Queres?! Serei o Jim!
- O Jim Morison?!
- Oh Fogo, o Jim do Teken, pá. Fim de assunto. Poetas mortos na era tecnologica?!
27 de Jan de 2010
E isto tambem deve ser culpa dos empresários deste país, deve, deve ... é deve...
Primeiro levaram os negros,
mas não me importei com isso.
Eu não sou negro.
Depois puseram as empresas
26 de Jan de 2010
Grandes noticias? Viva a oposição! Fogo pensei que ia acabar alcoolico
Com o IVA que não devolve também? !
Por favor confirmem isto, se assim for, pelo menos por aqui 10 mantêm emprego! E se pagar o resto ainda reforçamos as necessidades de Fundo de Maneio!
Ei, nem sei que diga, andei eu a emborcar Vodka à força toda, o empreiteiro meu colega suicidou-se, o carpinteiro teve um AVC marou, e afinal, afinal, fogooooooo.
Oh pá, tenho que saber isto a pormenor, não quero estar a festejar, mas se houver confirmação, vou já tirar as linhas de vida do andaime, agora até voamos, amigos!
Agora sim, fogo, que já não se podia mais com esse salafrário.
Ei!!!!!
21 de Jan de 2010
Um dia talvez me enterre - diz ele
Sabem qual foi a primeira vez em que pensei casar? Quando vi o November Rain. Grande festa, grande sismo, e ainda a noite não tinha caído, ficava viúvo. Era uma ideia tola, é obvio que o meu velhote não financiava uma festa como aquela, mas ainda assim, deitei o barro à parede. Com o meu velhote, uma palavra era uma escritura, e ainda que não tivesse noiva, se ele se comprometesse pagaria a festa quando eu arranja-se uma, e diga-se que nessa altura, tinha uma certa facilidade na matéria, importante era arranjar investidor.
Agarrou-se logo ao peito e perguntou-me se andava na droga. - Uns comprimiditos para a memória, que às notas que tu exiges velhote, isto não é pêra doce - pensei mas não disse.
Agora ter que prometer coisas a longo prazo, a Deus, nem num relatório se promete coisas a longo prazo e é um documento para entregar ao Boss, quanto mais um documento para enviar para o céu.
Mas a festa, já é uma cena que curto, a música, os amigos, as danças, o karaoke, as roupas, demais. Fazia uma por ano, se claro está, os guys dinamizassem isto e acabassem com aqueles rigores todos. Um casamento por ano, mas não é tipo bodas, leitores, tipo bodas? havia um casal a fazer bodas de ouro na missa de 7º dia do meu tio, que disparate, até pensei que me tinha enganado, estava lá toda a família, nem perguntei, mas foi esquisito, fiquei sempre na duvida, mas pensando bem nem é disparatado, missa pelos 50 anos de casado, de morto:-=)))))
Deus me perdoe, só mesmo disparates, esta porcaria dos blogues, tem que acabar. Isto não cabe na tola de ninguém.
Pensadores que nunca aprendem
Há boa musica portuguesa, mas tenho que admitir que só o Palma me faz rir à gargalhada, ficar pasmado, cair do escano do Ikea por não apertar os parafusos, trilhar a nádega, quase levar com as tábuas na testa e não despejar uma gota do copo.
Acompanhou-me nesta montagem de novo cenário da peça de teatro, que agora renovei, porque é sempre importante uma banda sonora e deixar de lado o Palma, teria sido traição.
Terminamos no Norte, no soalho com 100 anos, impecavelmente envernizado, onde os moveis escolhem o seu lugar, deslizando para o aconchego da parede que mais lhe convém. Os livros caem da estante, permanentemente inclinada, entre duas guilhotinas velhas e umas claraboias que inventei. Tenho um Santo Antonio cravado na parede.
Lá fora os bandidos, e as crianças, cruzo-me provavelmente com quem me roubou 11 vezes e rio. Já chorei. Atrás uns pombais abandonados, e umas salas de xuto sem utilização. Tangerinas azedas caem no logradouro, alguém grita que tenho que cortar a fiteira, que é uma arvore que julguei chamar-se palmeira. Esqueci-me do cão. Vou busca-lo, o ingrato nao gosta do sitio, quer sair pelo portão grafitado : Xana Porto.
Ao fundo o rio, iluminado, os carros afundam-se no seu perímetro e o Palma diz duas ou tres graçolas, sem graça nenhuma, meio copo. ahhhhhhhh é bem capaz, de ter sido um negocio ruinoso, que importa
Gostava de ser ecologista exótico
Sem perder de vista o meu perfil erótico
Ainda vou ser ilusionista crónico
Mestreeeeeeee da fuga, um mago super sonico
Talvez agora a coisa dê, o passado foi à história - e cá estamos nós outra vez
19 de Jan de 2010
Tony Carreira e Nestum
Já os caprichos de não gostar de certos tipos de musica, enfim, a musica não é uma coisa para encher, para comer, é para despertar a mente, ensinar qualquer coisa, e enfim um gajo é livre para escolher, agora Nestum, não entendo como é que alguem, sem ser por capricho, pode não gostar de Nestum. Aposto que até as ovelhas gostam de Nestum.
18 de Jan de 2010
Ui ...
15 de Jan de 2010
Hoje estou zangado contigo!
14 de Jan de 2010
Telhas 2

Vocês tem razão, mas se usar telhas Montalegre o impacto visual, para quem passa de avião sobre o Porto é outro. E não podemos esquecer os navegadores do google earth . Vejam o caso destes 2 edifícios: um tem telha vermelha natural, a telha do outro tem um tom semelhante ao da telha Montalegre, ora se usássemos telha Montalegre no que tem telhado novo, o quarteirão teria outra uniformidade. Teríamos mais turistas. Porque seria difícil distinguir o que está bom do que está mau.
Tipo Socrates, quer dizer não é bem tipo Socrates, se fosse Socrates púnhamos a telha de há mais de 10 anos atrás e dizíamos que era nova, que a cor era assim parecida com as velhas telhas, porque enfim era nova tonalidade Montalegre, e os jornalistas engoliam. Tipo os apoios à contratação, este Governo sem duvida bate todos. :-))))))))))))) Eu parto a moca a rir. Se o deixamos andar para o ano está a fazer o mesmo anuncio, e com um novo cenário. Eh pá. E depois são os empreiteiros que burlam isto.
Telhas
Elixir neutro
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Oh o socialismo
Não se melhora o pobre destruindo o rico.
Não se pode promover o assalariado arruinando quem paga os salários. Não se pode promover a fraternidade e o progresso da humanidade promovendo e incitando o ódio de classes. Não se pode formar o caráter e o valor do homem tirando-lhe a independência, liberdade e iniciativa.
Não se pode ajudar os homens realizando por eles, permanentemente, o que eles podem e devem fazer por si mesmos.
?Abraham Lincoln ?
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