Hoje malta vou falar-vos de coisas belas, bonitas, fixes. Não, não, vou falar de mim. Vou falar do Porto, que linda cidade pela manhã, entre as brumas às 7 , Campanhã está coberto de nevoeiro, só o Dragão nos orienta na ponte de cabos de aço, e eu senti-me um marinheiro.
- O D. Sebastião não era marinheiro oh Privada!
- Fogo, não vais começar com as historia das tripas, que cena.
Ah Campanhã, não sabia que Campanhã ficava coberta pelo nevoeiro, certo que em tempos conhecia bem o parque de São Roque, o labirinto e é verdade que já embarquei umas cucas na Praça da Corujeira, foi no tempo em que andava com uma chapa de Mercedes pregada ao peito, e sem mesada, por comportamento destabilizador no seio da família. Sim já fui gerido directamente por um Governo com visão familiar e tiques de facista. Mas resisti, como resistiu Abril.
Axantrei que foi obra, ainda exprimentei um mês num restaurante e não é que fosse mau, o problema é que fui despedido, e alem disso obrigavam-me a guardar as batatas com azeite dos pratos para bolinhos de bacalhau. Ah e ainda exprimentei outro, convencendo o tasqueiro que percebia a rodos de gestão hoteleira, com base nas razões pelas quais, o anterior me tinha despedido. Também fui despedido. Raios. Por uma merda de uns vidros, o gajo disse que era para limpar , não me avisou que podia ficar com rodadas e marcas, demorei uma manha, e aquilo ainda tinha rodadas, alias elas surgiam sempre que passava o jornal. O gajo disse-me:
- Voce é mesmo um engonhado. - E zau , pega no jornal e : - Já está.
- Mas ainda tem rodadas. - Respondi eu.
E o gajo, assim com a maior das normalidades respondeu, que aquilo secava e eu era mesmo burro.
Yeah. E assim se perdeu um grande gestor hoteleiro, para um trolha. A Actividade de trolha está mais ligada com as minhas capacidades naturais, se deixar rodadas na massa, aquilo seca e não saí, tem que se ser perfeito, a chapar massa.
Ah Campanhã, meus queridos amigos, é uma freguesia com gente, digamos que, gente. Ainda não sei o que dizer, mas o nevoeiro tem tudo a ver comigo. Este Porto, este grande Porto não deixa nunca de me surpreender, até tenho medo que um dia acorde e ele tenha caído, esteja morto.
Sou do Porto, um cidadão do Porto.- Tu devias ser um cidadão do mundo.
- Esse era o Che Guevara, mas não te fintes, que se vier algum dia, a existir, uma luta pela regionalização, sei bem sobreviver ao mato, aos calhaus, serei um bom guerrelheiro.
- Ou uma boa padeira.
- Jesus Cristo tambem era um bom padeiro, o melhor da historia, e tu não te referes a ele. em forma de gozo. Tu na verdade és um maxista!
- Sou, principalmente com os homosexuais, sabias que tambem há maxismo entre lesbicas e homos?
- Desculpa, tu afinal pareces, é o Engenheiro Socrates, eu a falar da historia do mundo, da luta, do Norte e tu a falar de preferencias sexuais. Não tenho sorte nenhuma.
- Ouve lá ó Privada, tu só falas de lutas impossiveis, cenarios ultrapassados. O que é que isso interessa, à Era tecnologica?
- Ah é?! Queres ver como é facil adaptar-me à Era Tecnologica? Hum? Queres?! Serei o Jim!
- O Jim Morison?!
- Oh Fogo, o Jim do Teken, pá. Fim de assunto. Poetas mortos na era tecnologica?!
1 comments:
Jasus! Partes-me toda, homem.
Enviar um comentário